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António Borges Coutinho António Borges Coutinho

António Borges Coutinho, segundo neto do segundo Marquês da Praia e Monforte, foi o primeiro governador civil de Ponta Delgada depois do 25 de Abril de 74. Era um homem tão intrigante como interessante: aristocrata de berço e esquerdista por convicção, foi um grande lutador pela Democracia (bem como um filósofo, um poeta, e um avô muito teimoso!). António tinha herdado terras e propriedades na ilha, e no início dos anos 80 ele, a sua mulher Conceição e os seus filhos (António, Francisco, Isabel e Maria Ana) resolveram reconstruir uma das propriedades para que pudesse ser a nova casa de família, pois o novo governo regional havia recentemente comprado a antiga casa de família - a "Marquês da Praia", que ainda pode ser visitada no centro histórico, ao lado do tribunal e perto do largo 2 de Março.

Família no Bom Despacho, 1990 Família no Bom Despacho, 1990

Os irmãos mais velhos, António e Francisco, tinham estado a cumprir servico militar obrigatório em Angola e Moçambique (apesar de se oporem ao regime), e haviam recentemente voltado a S. Miguel, a ilha onde tinham nascido. Assim, uma nova casa de família tornar-se-ia na sua residência e numa casa de férias para os seus pais e irmãs. Para tal escolheram uma quinta muito bonita e muito bem localizada, que estava na família há muitos séculos mas cuja casa tinha sido deixada em ruínas há muitos, muitos anos... De seu nome? Quinta do Bom Despacho.

O clã na Escócia, 2011 O clã na Escócia, 2011

De 1981 a 1984 trabalharam arduamente para re-erguer a casa, e na primavera de 1984 as primeiras pessoas a dormir na Quinta renovada foram Francisco e a sua família nuclear: em três colchões e uma alcofa, dispostos em leque ao redor da nova lareira. Pouco depois António, a sua mulher e filhas mudaram-se para a ala ao lado e por muitos e bons anos o Bom Despacho tornou-se no coração de uma família em expansão: uma casa que viu uma nova geração nascer e crescer, e que que se tornou no quartel-general de veraneio para um crescente exército de primos, tios, pais e avós e o lugar de alegres e, sobretudo, barulhentos almoços ao ar livre.

Passando a frente até 2014 e duas dos doze netos, a filha mais velha e a mais nova do Francisco, desenvolveram um projeto para re-configurar a casa de família (recentemente esvaziada dos seus ultimos filhos) como um empreendimento de alojamento para férias, cuja filosofia central assenta nos princípios da sustentabilidade. Um novo ciclo começou...

...e o resto é História!